Para refletir: Quando você vale no mercado ?

Isso mesmo ! Quanto custa seu passe ? Você tem idéia ? Se amanhã, por um motivo qualquer você se ver disponível no mercado, em quanto tempo você acha que se recoloca ? Terá que aceitar qualquer coisas ou irá disputar as melhores oportunidades no mercado ? Como você pretenderia buscar uma recolocação ? Catho, Apinfo, Curriculum.com, anúncios de jornais (ainda existe isso ?). Será que as melhores oportunidades estão nestes meios ? Aliás, como esta seu Networking ? Você tem e investe em redes de contatos ?  Eles (os contatos) sabem quem é você e o que faz ? Sabem em que você é bom ? Sua rede de contatos só existe quando você precisa ?

Mas voltando a pergunta: Quanto você vale no mercado ? Qual o preço do seu passe ? Você é um (ou uma) profissional Comodities, ou seja padrão, onde milhares de outros profissionais com o seu perfil, habilidades e competências também estão disponíveis no mercado e poderiam ser contratados rapidamente (até por um menor custo) para lhe substituir hoje na sua função. Se você for para o mercado hoje, você tem idéia com quantos outros Curriculuns estarão disputando com seu para concorrer a uma vaga da sua atual especialidade no mercado ? Você saberia dizer (sem pensar muito) qual o seu diferencial que poderia agregar valor para uma organização para que ela justifique a sua escolha ? Você acha que merece ganhar um ótimo salário ? Se sim , por que ? Por que você acha que o mercado pode lhe pagar o a salário que você acha que vale ? Você sabia que há uma lei de mercado que diz, que tudo que é igual a única diferença a ser considerada é o preço (salário). Você é “sondado” pelo mercado mesmo sem estar a procura ? Você se acha um profissional de referência na sua área ?

Desculpe se fiz muitas perguntas … mas … oque você  acha de tudo isso ???

Reflita … Comente !!!

Marcos Pires, PMP,  especialista em implementação e gestão de Escritório de Projetos (PMO) Estratégicos. Gerente do Escritório de Projetos Corporativo da GPTI, professor dos cursos de MBA em Gestão de Projetos da FIAP e Anhembi Morumbi, instrutor de cursos preparatórios para certificação PMP, palestrante e colunista de jornais, revistas e sites sobre o tema gerenciamento de projetos.

Email:  marcos.pires.2000@bol.com.br

Perfil:  http://www.linkedin.com/in/marcospiresgp

Twitter: www.twitter.com/projetizado

15 comentário para este post.

  1. Ao ler essa reportagem fiquei me fazendo todas as perguntas que você fez, e cheguei a seguinte conclusão que na atual situção dos acontecimentos tenho que me preocupar realmente com a minha lista de contatos, e realmente fazer contatos e não deixa-los só escritos no carderninho da mesa…

    Responder

  2. Publicado por Cristiano Foltran em 24/02/2010 às 17:32 r r

    É difícil responder todas estas perguntas de uma só vez, mas acredito ser possível agrupá-las para consolidar de alguma maneira uma resposta.
    Na minha opinião, seriam 3 pontos principais: Qual o tempo para recolocação, qual o valor de remuneração (e como ela seria composta) e por fim, qual é meu diferencial diante dos outros “concorrentes”.
    Sempre que estamos nos preparando para buscar uma nova posição, esses devem ser os 03 pontos principais que devemos nos questionar, e dessa maneira, planejar a saída.
    É difícel mensurar qual é seu valor no mercado, tanto quanto, qual é o tempo para se recolocar. Para estes dois, valem os contatos com os colegas, uma pesquisa de mercado, leitura de revistas, fóruns, e etc.
    Para as qualidades, seus diferenciais, basta uma introspecção, uma auta-análise onde você reconheça que tem pontos falhos, mas sobretudo, que saiba valorizar seus pontos fortes.

    Responder

  3. Publicado por Ricardos em 24/02/2010 às 18:28 r r

    Gostei muito do artigo tanto que minha cabeça não para de processar todas essas perguntas. Bom na verdade as perguntas expostas me levaram a uma profunda reflexão a respeito de meus objetivos e qualidades, as vezes por não estarmos ocupando o cargo “desejado” no momento acabamos perdendo o foco e deixamos algumas questões como o auto-conhecimento, networking, investimentos em capacitação dentre outras que são cruciais para nossa ascensão de lado. Resumindo, jamais podemos perder o foco e nos esquecer das “boas práticas” a serem adotadas por todo profissional.

    Ótima matéria.

    Responder

  4. Publicado por Minatel em 24/02/2010 às 21:29 r r

    Bom questionamento, isto nos leva a refletir alguns pontos de suma importancia como: Onde estou e onde quero chegar e quando, rever nosso planejamento pessoal, investir em nossa carreira requer muito planejamento, não adianta nada colecionar uma porção de certificados e títulos, se estes não irão contribuir para atingir meu planejamento. As metas planejadas são factiveis de se alcançar? o conjunto todo pessoal+profissional deve estar em harmonia, caso contrario seu salario pode ser excelente, e vc continuará insatisfeito.

    Responder

  5. Publicado por Laura em 24/02/2010 às 23:37 r r

    Que puxão de orelha em Professor!! Vou tentar fazer direitinho a lição de casa. rsrsrsr

    Abs
    Laura Grygonis

    Responder

  6. Publicado por Jorge Toledo em 24/02/2010 às 23:38 r r

    Marcos,

    Tenho acompanhado o que vc tem postado em seu blog, artigos e matérias muito interessantes, parabéns.

    Em relação a este tópico, em minha visão, além do profissional ter algum diferencial e não ser simplesmente um profissional commodites, a rede de relacionamento é a forma mais fácil e rápida de uma boa recolocação, as pessoas que já trabalharam com este profissional sabem da suas qualidades e experiências e podem ajudar em uma recolocação.
    Acredito que a sua cadeia de relacionamento é principal forma de um profissional se recolocar.
    Agora faço eu uma pergunta a vc, Marcos e seus seguidores:
    Como os cargos do alto escalão de uma empresa são ocupados? Michael Page? Hays? Apinfo? ou Através da indicação?

    Grande Abraço,

    Jorge Toledo

    Responder

  7. Publicado por Jacqueline em 25/02/2010 às 00:14 r r

    Marcos,

    Parabéns pelo seu artigo, achei muito interessante principalmente por conseguir provocar uma reflexão sobre “nossa empregabilidade”.
    Trabalho com R&S de Executivos / Especialista e nos últimos 02 meses estamos com muitas oportunidades boas, porém o que temos encontrado, são profissionais dentro do “padrão”.
    As empresas cada vez mais estão querendo os “melhores” e dispostas a pagar por este diferencial.
    Então é muito importante termos um plano de desenvolvimento pessoal e profissional, pois para fazermos a “diferença”, temos que ter muito bem equilibradas 03 habilidades fundamentais : Técnica (Conhecimento/ saber fazer ) Humana (capacidade de se relacionar com seus pares/gestor/colaboradores) politica (networking / relacionamento com o mercado).

    Abrs.

    Responder

  8. Publicado por André Luiz Leal em 25/02/2010 às 02:35 r r

    Pessoal, por incrivel que pareça eu não acredito em criar um Networking especificamente para isso. Principalmente porque sou uma pessoa bem timida.
    Mas acredito que o mesmo vêm espontaneamente, quando nos esforçamos para cumprir nossos objetivos no trabalho, estudando para ficarmos atualizados, e passando responsabilidade e confiança.

    Responder

  9. Publicado por Flavia Santos em 25/02/2010 às 11:39 r r

    Marcos,

    Muito interessante seu questionamento. Tomando por base a área de TI, na qual atuo há 11 anos, e o meu local de trabalho, creio que essa questão é bem subjetiva. Aqui no Norte, são raras as empresas que valorizam o profissional por sua qualificação. O que vale é fazer mais por menos. Praticamente só conseguimos uma recolocação através do famoso QI. Entretanto, acredito que o conhecimento adquirido ao longo dos anos, aliado a uma boa formação faz com que você se destaque pelos resultados obtidos com o seu trabalho.

    É praxe entre os profissionais da área precisarem fazer grandes investimentos para se manter atualizados e compatíveis com o mercado, mas como não são valorizados, acabam desestimulados a continuar com seu aprimoramento profissional ou optam por abrir mão de morar em sua cidade natal e se render aos grandes centros.

    Flávia Santos

    Responder

  10. Publicado por Ari Kempenich em 25/02/2010 às 12:24 r r

    André Luiz, eu também não acreditava muito nesse papo de networking, mas ele é fundamental quando há necessidade de procura de novos desafios profissionais.

    Responder

    • Publicado por André Luiz Leal em 25/02/2010 às 14:57 r r

      Na verdade eu acredito no Networking…
      Eu não acredito naquelas influencias que você cria pensando somente nisso. Na verdade quero dizer que se você não for um bom profissional e pisar na bola com as pessoas, não existe networking que te salve !
      Na empresa anterior que estava, tive a oportunidade de ajudar uma pessoa que conhecia a entrar nela pois era um bom profissional.
      Também tive a oportunidade de fazer o contrário e impedir a contratação de outra que também conhecia e sabia que ela gostava de ficar empurrando suas responsabilidades para outros.

      Responder

  11. Publicado por Edney Pereira em 28/02/2010 às 15:07 r r

    Olá Pessoal,

    Concordo com a Flávia no que diz respeito ao fato de que estamos constantemente investindo em cursos e atualizações, porém a maioria das empresas não valoriza o profissional.

    Também já ouvi de vários “gestores” que não investem no profissional, pois com a valorização do passe ele poderia ter maior empregabilidade e buscar outra empresa. Eis uma questão que gostaria de levantar e que nos remete a retenção de talentos.

    Muitas se contantam em ter um profissional “mais ou menos”, ganhando menos e que não irá sair para o mercado.

    O que fazer para que as empresas investam no profissional deixando de lado o medo de perde-lo para o mercado?

    Não sei quantos já passaram por essa situação, Marcos se puder coloque esse questão em jogo no próximo post.

    Abraços a todos!

    Edney

    Responder

  12. Publicado por Sérgio Paiva em 01/03/2010 às 19:36 r r

    O “valor de meu passe” tem pesos e medidas que trato de observar com cuidado, estou em uma empresa que gosto e sinto que meu trabalho é reconhecido, já recebi propostas de valor financeiro superior ao que recebo actualmente, mas não é só o valor pago que importa. Entendo que a recolocação hoje é rapida devido a ausencia de profissionais com experiência, o que muito diferencia dos chamados “qualificados”.
    Abraço,
    Sérgio Paiva

    Responder

  13. Publicado por Raissa Kahn em 11/03/2010 às 09:55 r r

    Olá Marcos, já fazia um tempinho que não conseguia sentar e ler seu blog, mas como sempre a cada vez que o visito, encontro tópicos interessantes.
    Excelente questionamento. Nesta correria do dia a dia, apagando incêndios, buscando soluções e tentando melhorias, muitas vezes não paramos para nos questionar sobre como estamos no mundo lá fora…é sempre bom parar e pensar, vou aproveitar e fazer esta auto-análise hoje mesmo :)

    Um abraço!

    Responder

  14. Publicado por Juliana Sousa em 15/03/2010 às 14:15 r r

    Professor Marcos,

    Além do empenho pessoal e busca constante por qualificação e desenvolvimento de múltiplas habilidades, é necessário estarmos numa organização que tenha cultura de valorização e reconhecimento dos talentos que estão em atividade dentro da empresa. Sabemos que o crescimento profissional é uma via de mão dupla e que muitas empresas não estão maduras ou à altura do profissional que detêm. Algumas empresas preferem um profissional médio do que um profissional genial porque esse trará grandes modificações ao seu redor e a própria empresa não conseguirá se adequar às novidades. Mas, muito importante sua colocação sobre quem somos nós diante do mercado? Em que ponto estamos e como nos posicionarmos para que o mercado visualize nosso valor? Quais os diferenciais que ofereço? São questionamentos que nos fazem identificar os gap’s pessoais e profissionais e a partir daí o que faremos para os eliminarmos?

    Um abraço!

    Responder

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